Transforme a burocracia da Permissão de Trabalho (PT) em um momento de conexão. Descubra como pequenos rituais criam Segurança Psicológica e previnem acidentes.
Para muitos gestores, o dia de trabalho começa na primeira reunião formal. Para mim, ele começa às 06:30h, com o cheiro de café fresco invadindo o departamento.
É neste horário sagrado que os colegas chegam para assinar suas Permissões de Trabalho (PTs). Mas, ali, eles encontram mais do que papéis e canetas: encontram uma jarra de café quente e biscoitos esperando por eles.
Pode parecer um detalhe trivial, mas, ao longo dos meus mais de 20 anos no setor offshore e industrial, percebi que esse pequeno ritual transforma um processo puramente burocrático em um momento poderoso de conexão humana.
Café, Conexão e Fatores Humanos
Em meio a um gole de café e uma assinatura, falamos sobre a vida, compartilhamos as expectativas para o turno e, o mais importante, construímos pontes.
Acredito firmemente que a confiança não nasce em apresentações de PowerPoint ou em reuniões intermináveis. Ela brota nesses gestos genuínos do dia a dia.
Essa pequena pausa para o café é a minha forma silenciosa de dizer: “Eu vejo você além da sua função técnica. Sua presença aqui importa para mim.”
A Ciência por trás do “Cafezinho”
Isso não é apenas “ser legal”; é estratégia de segurança baseada em Fatores Humanos. Um ambiente acolhedor, onde as pessoas se sentem vistas e à vontade, é o solo mais fértil para a Segurança Psicológica florescer.
Grandes teóricos sustentam essa prática:
- Brené Brown, em “A Coragem de Ser Imperfeito”, nos ensina que a vulnerabilidade e a conexão genuína são os fundamentos da confiança. Sem conexão, não há comprometimento real com a segurança.
- Amy Edmondson, criadora do conceito de Organização Sem Medo, define a segurança psicológica como a crença de que a equipe é segura para assumir riscos interpessoais. Se o colaborador se sente seguro tomando café com você, ele se sentirá seguro para relatar um quase-acidente ou parar uma tarefa insegura.
Do Ritual à Cultura de Prevenção
É um convite diário para um ambiente de trabalho mais humano, empático e, consequentemente, mais seguro. Afinal, a segurança mais importante não é a que está escrita na PT, mas aquela que sentimos para confiar uns nos outros.
Quando o líder desce do pedestal e compartilha o café, ele quebra a barreira do medo. E onde não há medo, a informação flui e os acidentes são prevenidos.
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Se você deseja entender como transformar pequenos gestos em uma cultura sólida de prevenção, convido você a ler meu livro “O Poder da Liderança Inclusiva: Comunicação Assertiva e a Prevenção dos Riscos Psicossociais”.
Nele, abordo como a empatia constrói os alicerces para ambientes onde a confiança mútua permite que todos prosperem (e voltem seguros para casa).
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